domingo, 21 de outubro de 2012

Parnasianismo (Raimundo Correia)


Sobre o Parnasianismo:

            O parnasianismo é uma escola literária ou movimento literário essencialmente poético. Um estilo de época que se desenvolveu na poesia a partir de 1850, na França.
            Originou-se em Paris, na França, e representou na poesia o espírito positivista e científico da época, surgindo no século XIX em posição ao romantismo.
            O parnasianismo nasceu com a publicação de uma série de poesias, precedendo de algumas décadas o simbolismo, uma vez que os autores procuravam recuperar os valores estéticos da antiguidade clássica. Seu nome vem do Monte Parnaso, a montanha que na mitologia grega era considerada a Apolo e às musas.
            O prestígio dos poetas parnasianos, ao final do século XIX, fez de seu movimento a escola oficial das letras no país durante muito tempo. Os próprios poetas simbolistas foram excluídos da Academia Brasileira de Letras, quando esta se constituiu, em 1896. Em contato com o Simbolismo, o Parnasianismo deu lugar, nas duas primeiras décadas do século XX, a uma poesia sincretista e de transição.

Parnasianismo no Brasil:

No Brasil, o parnasianismo chegou na segunda metade do século XIX, e teve força até o movimento modernista (1922).
Grandes acontecimentos históricos marcaram a geração do parnasianismo brasileiro. A abolição da escravatura (1888) coincide com a estréia literária de Olavo Bilac. No ano seguinte, houve a queda do regime imperial com a Proclamação da República. A transição do século XIX para o século XX representou para o Brasil um período de consolidação de novas instituições republicanas, o fim do governo militar e desenvolvimento dos governos civis, a restauração das finanças e o impulso ao progresso material. Depois das agitações do início da república, o Brasil atravessou um período de paz política e prosperidade econômica. Um ano após a proclamação da república, foi instalado a primeira constituição, e no fim de 1891, Marechal Deodoro dissolve o congresso e renuncia o poder, sendo substituído pelo “Marechal de Ferro”, Floriano Peixoto.

Características do parnasianismo; principais autores e suas obras:

·         Objetividade no tratamento dos temas abordados. O escritor  parnasiano trata os temas baseando na realidade, deixando de lado o subjetivismo e a emoção;
·         Impessoalidade: a visão do escritor não interfere na abordagem dos fatos;
·         Valorização da estética e busca da perfeição. A poesia é valorizada por sua beleza em si e, portanto, deve ser perfeita do ponto de vista estético;
·         O poeta evita a utilização de palavras da mesma classe gramatical em suas poesias, buscando tornar as rimas esteticamente ricas;
·         Uso de linguagem rebuscada e vocabulário culto;
·         Temas da mitologia grega e da cultura clássica são muito frequentes nas poesias parnasianas;
·         Preferência pelos sonetos;
·         Valorização da metrificação: o mesmo número de sílabas poéticas é usado em cada verso;
·         Uso e valorização da descrição das cenas e objetos;


Os principais autores do parnasianismo são: Alberto de Oliveira, Raimundo Correia, Olavo Bilac e Francisca Júlia, com as obras:

Meridionais (1884), Versos e Rimas (1895), Poesias (1900), Céu, Terra e Mar (1914); (Alberto de Oliveira)

Primeiros Sonhos (1879), Sinfonias (1883), Versos e Versões (1887), Aleluias (1891) (Raimundo Correia)

Poesias (1888), Crônicas e novelas (1894), Conferências literárias (1906), Dicionario de rimas (1913), Tratado de versificação (1910), Ironia e piedade, crônicas (1916), Tarde (1919). (Olavo Bilac)


Mármores (1895), Livro da Infância (1899), Esfinges (1903), Alma Infantil (1912). (Francisca Julia).


Sobre o autor (Raimundo Correia); Dados bibliográficos.

Raimundo Correia, Nasceu em São Luis. Filho de família de classe elevada. Realizou o curso secundário no Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro. Em 1882 formou-se advogado na Faculdade do Largo São Francisco, desenvolvendo uma bem-sucedida carreira como Juiz de Direito no Rio de Janeiro e em Minas Gerais. Neste Estado, foi o primeiro Juiz de Direito da comarca de São Gonçalo do Sapucaí. Teve um sobrinho que levou seu nome, filho de seu tio José da Mota de Azevedo Correia, Raimundo Correia Sobrinho, formado em direito e poeta como o tio, que escreveu um livro de poesias "Oração aos Aflitos" publicado, em 1945, pela Livraria José Olympio Editora
Raimundo Correia iniciou a sua carreira poética com o livro "Primeiros sonhos", revelando forte influência dos poetas românticos Fagundes Varela, Casimiro de Abreu e Castro Alves. Em 1883 com o livro "Sinfonias", assume o parnasianismo e passa a integrar, ao lado de Alberto de Oliveira e Olavo Bilac, a chamada "Tríade Parnasiana".


AS POMBAS
Raimundo Correia

Vai-se a primeira pomba despertada...
Vai-se outra... mais outra... enfim dezenas
De pomba vão-se dos pombais, apenas
Raia sanguínea e fresca a madrugada.

E à tarde, quando a rígida nortada
Sopra, aos pombais de novo elas, serenas,
Ruflando as asas, sacudindo as penas,
Voltam todas em bando e em revoada.

Também dos corações onde abotoam,
Os sonhos, um por um céleres voam,
Como voam as pombas dos pombais;

No azul da adolescência as asas soltam
Fogem... Mas aos pombais as pombas voltam,
E eles aos corações não voltam mais.



Características do Parnasianismo evidente no Texto:

- Rimas Ricas: rimas entre palavras de classe gramaticais diferentes.
- Preferência pelo Soneto: dois quartetos e dois tercetos.

O poema tem como o foco principal a natureza, apresenta de maneira objetiva, a descrição de um fenômeno natural. Pode ser notar também a presença de palavras raras, como por exemplo, nortada, ruflando e céleres. Nas duas primeiras estrofes, o autor descreve o movimento do revoar das pombas, indo e voltando. Nas duas últimas estrofes, ele compara esse movimento ao sonho da adolescência.

Características do autor, principais obras.

- Exaltação a natureza
- Perfeição Formal
- Cultura Clássica
- Desilusão
- Visão negativa do mundo
- Pessimismo
- Por conta desse pessimismo em suas obras, cria um clima e um tom filosófico em suas obras.

Principais obras:  Primeiros Sonhos (1879); Sinfonias (1883); Versos e Versões (1887); 
Aleluias (1891); Poesias (1898).

Grupo: Bethina, Carlos Alberto, Jeferson, João Marcelo, Lucas. 

























sábado, 20 de outubro de 2012

Simbolismo


O simbolismo foi um movimento literário que surgiu no fim do século XIX, o que propiciou seu desenvolvimento foi sua oposição ao Realismo. A principal característica do simbolismo é o seu resgate dos valores subjetivos, místicos, espirituais e imaginários da literatura.
O simbolismo surgiu na França, com a publicação da obra “As flores do mal”, de Charles Baudelaire, 1857.
Enquanto surgia, a Europa estava nos primórdios da primeira grande guerra, com a união de Itália e Alemanha (onde o simbolismo era mais forte). No Brasil, porém, era o início da república e o parnasianismo ganhou maior destaque com sua linguagem mais ornamentada.

Principais características do simbolismo:

* Exploração da musicalidade das rimas e não sua complexidade.
* Elementos religiosos presentes na poesia, tais como altares, velas, anjos ou até o próprio Deus.
* Exploração de temas como o destino, do encontro com Deus, a morte.
* Uso de termos bíblicos ou litúrgicos.


O simbolismo em Portugal


O pontapé inicial do movimento deu-se por Eugênio de Castro, com a publicação de “Oaristos”, em 1890, durando até 1915, primórdios do modernismo.
Conhecidos pela fantasia de seus poemas, os poetas simbolistas foram ditos como adeptos do movimento “Nefelibatismo” (adeptos de um Decadentismo) e viveram uma revolução cultural, artística e política. Os temas variavam de poeta para poeta, logo até o nacionalismo foi realizado, por Antônio Nobre. O maior destaque, porém, teve Camilo Pessanha com a publicação de “Clepsidra”, sua única obra.

Principais autores simbolistas portugueses:
* Antônio Nobre (1867-1900)
* Camilo Pessanha (1867-1926)
* Eugênio de Castro (1869-1944)


O simbolismo no Brasil



Tal movimento se iniciou em 1893 com a publicação de Missal e Bróqueis de Cruz e Souza, que ao lado de Alphonsus Guimarães foram os maiores representantes do simbolismo no Brasil. Era o início da república no Brasil.
O simbolismo não agradou aos interesses nacionais, perdendo influência para o parnasianismo, que fazia uso de linguagem complexa e pouca usualidade das palavras. A forte oposição das ideias dominantes da época, que contavam com ajuda da Academia Brasileira de Letras (criada pelos parnasianos, sem participações simbolistas). Esse fato contribuiu para que a linguagem mais formal predominasse.

Principais artistas simbolistas brasileiros:
* Cruz e Souza (1861-1898)
* Alphonsus Guimarães (1870-1921)
* Augusto dos Anjos (1884-1914)


Ismália - Alphonsus de Guimaraens

Quando Ismália enlouqueceu,
Pôs-se na torre a sonhar...
Viu uma lua no céu,
Viu outra lua no mar.

No sonho em que se perdeu,
Banhou-se toda em luar...
Queria subir ao céu,
Queria descer ao mar...

E, no desvario seu,
Na torre pôs-se a cantar...
Estava perto do céu,
Estava longe do mar...

E como um anjo pendeu
As asas para voar...
Queria a lua do céu,
Queria a lua do mar...

As asas que Deus lhe deu
Ruflaram de par em par...
Sua alma subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar...


Alphonsus de Guimaraens
 (Afonso Henriques da Costa Guimaraens), nasceu em Ouro Preto (MG), em 1870 e faleceu em Mariana (MG), em 1921. Bacharelou-se em Direito, em 1894, em sua terra natal. Desde seus tempos de estudante colaborava nos jornais “Diário Mercantil”, “Comércio de São Paulo”, “Correio Paulistano”, “O Estado de S. Paulo” e “A Gazeta”. Em 1895 tornou-se promotor de Justiça em Conceição do Serro (MG) e, a partir de 1906, Juiz em Mariana (MG), de onde pouco sairia. Seu primeiro livro de poesia, Dona Mística, (1892/1894), foi publicado em 1899, ano em que também saiu o “Setenário das Dores de Nossa Senhora. Câmara Ardente”. Em 1902 publicou “Kiriale”, sob o pseudônimo de Alphonsus de Vimaraens. Sua “Obra Completa” foi publicada em 1960. Considerado um dos grandes nomes do Simbolismo, e por vezes o mais místico dos poetas brasileiros, Alphonsus de Guimaraens tratou em seus versos de amor, morte e religiosidade. A morte de sua noiva Constança, em 1888, marcou profundamente sua vida e sua obra, cujos versos, melancólicos e musicais, são repletos de anjos, serafins, cores roxas e virgens mor
tas.

Trabalho feito por Diego Lanes, Hellessandro Gonzaga e Matheus Almeida.
(Esse é o grupo que ficou dividido, faz parte do Parnasianismo por Danieli, Natália e Paula.) 

Parnasianismo

Parnasianismo foi um movimento literário original da França, que formava uma reação contra o sentimentalismo, o individualismo, e busca objetivar a poesia. Outra característica dos parnasianos era o interesse em retomar as formas clássicas da Antiguidade, consideradas perfeitas. Há quem sugira como o início do movimento a data de 1880, quando da publicação de Sonetos e Rimas de Luís Guimarães Júnior (1845/1898). Outros, no entanto, preferem assinalar a de 1882, quando Teófilo Dias publicou Fanfarras. Mas o movimento foi realmente definido a partir de 1883, com a publicação de Sinfonias, de Raimundo Correia. Nesse movimento, tem-se a exaltação da FORMA da poesia em detrimento do CONTEÚDO da mesma. “O poeta é um carpinteiro, e a sua obra, o seu poema é também um produto material, como qualquer outro, onde o que importa não é o sentimento, mas sim a técnica, a capacidade artesanal do criador devidamente associada a seu esforço.”
Os parnasianos brasileiros não seguiram todos os acordos propostos pelos franceses, pois muitos poemas apresentam subjetividade e preferência por temas voltados à realidade brasileira, contrariando outra característica do parnasianismo francês: o universalismo. Os principais autores parnasianos brasileiros foram Olavo Bilac e Raimundo Correia. Outra característica que o Parnasianismo brasileiro não seguiu à risca foi a visão mais carnal do amor em relação à espiritual. Olavo Bilac, principalmente, enfatizou o amor sensual, entretanto, sem vulgarizá-lo. 


Características

  • postura anti-romântica
  • objetividade temática
  • arte pela arte
  • culto da forma - representada pelos sonetos, versos alexandrinos (12 sílabas poéticas, rima rica, rara e perfeita)
  • tentativa de atingir a impassibilidade e a impessoalidade
  • universalismo
  • descrições objetivas da natureza e de objetos
  • retomada da Antiguidade Clássica com seu racionalismo e formas perfeitas
  • surge a poesia de meditação, filosófica - mas artificial

Poema 



Mal Secreto - Raimundo Correia 

Se a cólera que espuma, a dor que mora

N’alma, e destrói cada ilusão que nasce,
Tudo o que punge, tudo o que devora
O coração, no rosto se estampasse;

Se se pudesse o espírito que chora

Ver através da máscara da face,
Quanta gente, talvez, que inveja agora
Nos causa, então piedade nos causasse!

Quanta gente que ri, talvez, consigo

Guarda um atroz, recôndito inimigo,
Como invisível chaga cancerosa!

Quanta gente que ri, talvez existe,

Cuja a ventura única consiste
Em parecer aos outros venturosa!

Raimundo Correia



Um dos mais importantes parnasianos brasileiros. Em 1883 publicou o livro “Sinfonias”, completamente voltado à estética parnasiana, nesse livro está seu soneto mais conhecido: "As pombas", o qual lhe valeu o apelido de "o poeta das pombas", que ele detestava. Contudo, sua primeira obra “Primeiros sonhos” ainda estava impregnada das características românticas. Sua temática, como de todo poeta parnasiano, estava concentrada na exaltação das formas estruturais na composição do poema, na contemplação da natureza, na perfeição dos objetos, na métrica rígida. Enfocava também um forte pessimismo marcado por desilusão dos sonhos que podem não ser realizados.

Algumas complicações na saúde levaram Raimundo Correia a ir para Paris em busca de tratamento, onde faleceu em setembro de 1911. 

Trabalho feito por Danieli Figueiredo, Natália Lima e Paula Zambelli.

Sites de pesquisa: www.brasilescola.com.br
                               www.infoescola.com.br
                               www.portalsaofrancisco.com.br
                               www.graudez.com.br

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Do Monte Parnaso


Do Monte Parnaso

O Parnasianismo é uma escola literária de origem francesa e exclusivamente poética que surgiu em meados do século XIX em meio às revoluções políticas e sociais. Assim, não era cômodo pensar no Romantismo e seu mundo idealizado. Surgem então o Realismo, Naturalismo e Parnasianismo. Contudo, o Parnasianismo difere-se profundamente dos outros.
Na época de seu surgimento, muitas monarquias européias deram lugar às repúblicas enquanto o Império Brasileiro consolidava-se com o reinado de D Pedro II, época em que o Romantismo era usado na construção da identidade do jovem império tropical. O parnasianismo começou em nossas terras com a publicação de “Guerra de Parnaso” em 1878 no jornal Diário do Rio de Janeiro, defendendo e propondo as características parnasianas. A primeira obra publicada, Fanfarras, em 1882, de Teófilo Dias, deu-se em um período de decadência da monarquia no Brasil.
É possível encontrar quem se equivoque e coloque o Parnasianismo como Realismo na poesia, mas o poeta parnasiano não se preocupava com os problemas da sociedade como esse, construindo características que o distinguia das outras escolas. Ignoravam as mudanças sociais, político e econômicas sem se voltar para dentro de si, buscando manter a objetividade.
Os poetas possuíam o lema “A arte pela Arte”, justificando sua atitude bastante criticada na época por realistas de se voltarem a temas fúteis, irrelevantes. Viam a arte como algo perfeito em si mesma, por sua forma e imagem, sem ter que servir de canal para reflexão e compreensão da sociedade, muitas vezes descrevendo objetos de arte (seus fetiches, o lema passa a ser visto como “A arte sobre a arte”), animais, buscando inspiração na cultura grega (influência do neoclássico), o que influencia o nome da escola: Parnasianismo, que vem de Parnaso: monte grego onde moravam o Deus Apollo e algumas musas, lugar de inspiração dos poetas.
Por se dar exclusivamente na poesia, os parnasianistas preocupavam-se com a forma, o vocabulário, o equilíbrio, o controle das emoções... Sempre em forma de soneto e verso alexandrino – 12 sílabas poéticas, seus escritores classificavam as rimas em pobres (as palavras que rimam possuem a mesma classe gramatical); ricas (as palavras que rimas possuem classes gramaticais diferentes) e raras (palavras que possuem terminação rara eram o alvo dos parnasianistas).  Para rimar, não é necessário que as sílabas finais ou intermediárias possuam mesma grafia, e sim, o mesmo som.
Os principais autores brasileiros são Olavo Bilac, Raimundo Correia e Alberto de Oliveira. Como exemplos de respectivas obras: Poesias (1888); Versos e Versões (1887); Meridionais (1884) e Sonetos e Poemas (1886). A produção entra em decadência no Brasil entre 1893 (data do início do Simbolismo em nosso país, mesmo que tenha sido deixado à parte na literatura oficial) e 1922 (Semana de Arte Moderna),  ainda podendo se encontrar algumas produções do estilo.
 
Fontes: www.portalsaofrancisco.com.br; 
 www.cmjf.com.br/cmjf24horas/aluno/material/1189506939.doc;
 www.passeiweb.com

  • “Príncipe dos Poetas Brasileiros”

Uma das figuras centrais do Parnasianismo Brasileiro, Alberto de Oliveira foi proclamado “príncipe dos poetas brasileiros” pela revista Fon-Fon em substituição de Olavo Bilac na primeira década do séc. XX.
Nasceu em Palmital de Saquarema, RJ, em 28/04/1857 e morreu em Niterói, RJ, em 19/01/1937. Farmacêutico, poeta e professor. Foi amigo de outro importante parnasiano: Olavo Bilac.
Começou a compor aos quatorze anos em uma família de inclinações literárias. Alberto foi quem se destacou. Como poeta, a poesia era sua atmosfera e consumia-a como se tivesse respirando-a. Principais obras: Canções românticas (1878), Meridionais (1884), Sonetos e poemas (1885), Versos e rimas (1895).
Observe a análise de um dos seus poemas:
                                                                Vaso Grego
“A Arte Sustenta a Arte”, 19/10/2012.
Esta de áureos relevos, trabalhada
De divas mãos, brilhante copa, um dia,
Já de aos deuses servir como cansada,
Vinda do Olimpo, a um novo deus servia.

Era o poeta de Teos que a suspendia
Então, e, ora repleta ora esvazada,
A taça amiga aos dedos seus tinia,
Toda de roxas pétalas colmada.

Depois… Mais o lavor da taça admira,
Toca-a, e do ouvido aproximando-a, à bordas
Finas hás de lhe ouvir, canora e doce.

Ignota voz, qual se da antiga lira
Fosse a encantada música das cordas,
Qual se essa voz de Anacreonte fosse.



        Podemos ver a construção do soneto sob os versos alexandrinos e rimas pobres e ricas. As rimas pobres e fracas eram característica do autor com vasta produção. O tema é a descrição de um vaso, afirmação do lema “arte sobre a arte”, que foi inspirada na Grécia Antiga. Quando escrito, era tempo da abolição da escravatura e advento da república, porém, como parnasianistas, Alberto fugia dos temas sociais, afirmando: “Eu hoje dou a tudo de ombros, pouco me importam paz ou guerra e não leio jornais”.

Fontes: ler-e-escrever.blogspot.com/.../alberto-de-oliveira-150-anos-de.html
http://clubedapoesia.com.br/V1/mestres/mesalberto.htm

Karina Hotes, Lorenzzo, Mariluz, Natália Santos e Rayra